domingo, 21 de novembro de 2010

Toni Brandão, Roberto Brandão?

Apesar do Brandão, o Toni Brandão, autor de livros infanto-juvenis, com mais de um milhão de exemplares Brasil afora, é meu primo. Costa e Brandão primos?, deve estar perguntando o amigo Paulo Jannuzzi, um dos dois fiéis leitores deste blog - não sei quem é o outro... Pois bem, antes explico a história do nome. Coisa de avô, que foi registrar o meu pai com o mesmo nome de um sobrinho. "Seu Fidélis, não pode", disse o escrivão. E sugeriu Marcílio da Costa Júnior, o júnior no lugar do Brandão. Todos os meus primos por parte de pai são Brandão. Eu sou Costa. O certo seria Roberto Costa Brandão.

Pois bem. Ando falando bem com o Toni Brandão por e-mail. Ele acaba de lançar mais um livro: Os Recicláveis! 2.0. Tour Brasil 2011, com vendas exclusivas e até promoção pela Fnac neste fim de ano. Tive o privilégio de ler uma cópia do livro antes de ser lançado no mês passado. Toni sabe falar na linguagem da galera dos 10-15 anos como poucos. Seus livros são de muito diálogo e papo 2.0 como diz o título - é e-mail, download, vídeo no Youtube e assim por diante. Falo isso porque já li os três livros que publicou pela CV, editora que criou há poucos anos. O livro conta detalhes das viagens e bastidores da banda que o Toni conta nesta série.

A banda não ficu no livro. Vai para a internet. O Toni montou uma banda real e até já gravou uma música dela (ouvi e gostei). Quem comprar o livro na Fnac ganha uma raspadinha, que dá direito a fazer o download na primeira música da banda via internet. Em breve serão lançadas novas músicas.

O Toni não para. Corre com frequência no Ibirapuera - tardes destas ele se despediu dizendo que ia caminhar por lá. Faz de tudo. Foi um dos autores da volta do Sitio do Picapau Amarelo pela Globo, fez a primeira novela em capítulos na internet do Brasil, pelo Terra (na época acho que o Terra tinha outro nome) e tem levado aos palcos o enredo de seus livros, muitos deles premiados. Isso é só uma pequena mostra. Tem muito mais. E até muito que nem sei. Quando ele fizer a divulgação de seu 2.0 nesta semana que começa eu posto aqui o release que ele me mandou antecipadamente. Bem moderninho mesmo. [Como prometi, o release do Toni está na primeira imagem e nas duas ao final da página. Clique sobre elas e veja em tamanho possível de leitura]

Toni é paulistano, filho de mineiros, meus tios Ovídio, já falecido, e Aparecida. Quando criança ia muito à sua casa no Tucuruvi com a minha família. Na verdade um apartamento num dos primeiros condomínios que saiu na Capital, naquela época sem muros e com muto espaço para correr e outros divertimentos. Acho que continua sem muros. Eu amava a liberdade quando estava no Tucuruvi. Minha irmã mais velha, a Cleide e a Mirtes, irmã do Toni - ou Toninho para nós - já preferiam as idas e vindas à padaria. Não posso dizer aqui o porquê.

Quem está mais próxima do Toni ultimamente é a Daise, a outra irmã. Costumo dizer que encontro alguns parentes apenas em casamentos e velórios. Com o Toni tem sido boa a troca de e-amils. No ano passado, eua e a estivemos com o Toninho num almoço antes dele dar duas palestras no Liceu, em Campinas. Agenda é um problema para o Toni. Vive lotada de palestras em escolas, com algumas cativas nas melhores de São Paulo.

É isso por hoje. Como já mudei meu nome aqui para homenagear os 70 anos do Pelé, hoje vou assinar como deveria ser meu nome. Até +
Roberto Costa Brandão





terça-feira, 2 de novembro de 2010

Marcílio, Emérito


Domingo (31) foi um dia especial para o meu pai, Marcílio da Costa Júnior. Ele e outras 5 pessoas da Primeira IPI de Campinas foram homenageados com o título de Presbítero Emérito. Para quem não conhece esse tipo de manifestação, o título é concedido na igreja cristã a pessoas que tenham dado alguma colaboração à sua comunidade. O título do meu pai foi ainda mais especial porque ele nunca foi presbítero eleito na Primeira IPI (que equivale ao diácono na Igreja Católica). Foi em Borda da Mata, por seis anos. Em Campinas ele frequenta com a família esta igreja há 44 anos, que resolveu homenageá-lo desta forma.

Veja notícia da solenidade e mais de 100 fotos

Quero falar aqui um pouco do meu pai de Borda da mata, que era católico e se converteu ao protestantismo - movimento que surgiu há 500 anos na Europa - ao conhecer minha mãe Ruth. Marcílio, em seu trabalho na igreja, liderou a construção de um imponente templo em sua cidade, na primeira igreja presbiteriana organizada no Estado de Minas Gerais, a Igreja Presbiteriana Independente (IPI) de Borda da Mata. Na obra estava meu avô, o José Felício, pedreiro e outro crente dedicado. O envolvimento de meu pai foi tanto que na inauguração do templo, em 1957, nem um terno novo pode comprar para a solenidade.

Meu pai, na ausência do pastor da igreja, chegou a oficiar casamentos e sepultamentos, fatos que eram possíveis a leigos. Ali em Borda da Mata fez de tudo: viajante, sapateiro, dono de loja de móveis e muitos mais. Entre estes teve mais de 200 votos (o segundo mais votado) e se elegeu vereador. Era conhecido como Macoju, as iniciais de seu nome. E chegou a presidente da Câmara Municipal no segundo mandato. Logo depois mudou-se para Campinas, retornando à sua cidade para exercer um cargo de secretário de obras em uma das administrações do prefeito e médico Donato Rocha Júnior.

Na Primeira IPI fez parte de uma das diretorias da Escola Dominical e liderou uma das reformas da quadras de espeortes, entre outras ações. Colabora, como presbítero em disponibilidade, nas celebrações de Santas Ceias. Leitor assíduo da Bíblia, dedica-se a este ofício em muitas madrugadas. É fiel também nas orações. Para quem não sabe, além do autor deste blog, é pai da Cleide, da Daise e do Márcio e tem duas noras, um genro e cinco netos (Luciana, Claudinha, Lilian, Felício e Fabíola).

Parabéns 'Seu' Marcílio!



Fotos: Fabíola Nogueira Costa