domingo, 21 de agosto de 2011

Primo Júnior

Hoje percebi que não publico nada neste blog desde o começo do ano. Pura falta de tempo. Vai um post por conta de um pedido do primo Júnior: ajudá-lo a fazer um blog. Estou ajudando. Está em http://trabalhoesegurancaemfoco.blogspot.com/. Estamos fazendo juntos via Facebook. Bom domingo a todos - se é que alguém vai ler esta mensagem.

domingo, 23 de janeiro de 2011

23 de janeiro, 7 horas: a ciclovia era minha...


"Pedalei, com paradinhas, das 6h40 às 7h57. Fui o primeiro a sair da ciclovia, na Glicério, às 7 horas. Antes dos polítcos e dos discursos. Fui até parado por amarelinho no caminho. Pedalei nesta manhã 58 minutos e percorri 12.440 metros, 8 deles na ciclovia. Ainda agora pela manhã detalho no meu blog e posto o endereço aqui. Tô cansadão mas pedalei curtindo."

Acabei de postar esta nota na conta do Facebook e vim detalhar aqui. Há dias venho falando que ia na estreia da Ciclovia, criada pela Prefeitura de Campinas e que estaria aberta a partir de hoje, das 7 às 13 horas, em domingos e feriados. Convidei meus amigos do Face para pedalar junto. Ninguém topou, embora alguns tenham curtido a ideia. Nem o meu filho Felício, que deu o OK e reconvidou amigos, foi junto. Antes de sair hoje pela manhã ele me fez a seguinte proposta: "pai, você aceita um abraço e eu volto a dormir?". Claro que aceitei.

Sai 6h40 do Guanabara, desci o morro cortando ruas e avenidas e cheguei ao Largo Rosário às 6h55. Sobravam ali amarelinhos e barracas para o oba-oba da inauguração da ciclovia. Eu não estava preocupado com isso. Queria pedalar, curtir a nova ciclovia que já havia percorrido na quinta à noite, de carro, com a Sueli e o Felício. Fora isso, quatro bicicletas esperavam no Largo, Três de seus ocupantes com a camisa da minha Ponte, curtindo o 1 a 0 sobre o São paulo na noite anterior. Eles ficaram por ali conversando.

Deu 7 horas e eu comecei minha pedalada. Antes da Moraes Sales um amarelinho já me avisou: "vá com atenção. A pista não está liberada" (faltava a inauguração oficial). Fui em frente, nada de bikes pelo caminho. Logo que virei na Aquidabâ, encontrei o amigo Paulo Godoi, de carro, que me disse, aos gritos, que a filha dele (Joceli) ia cobrir a inauguração pela TVB. Parei na Barão (na ciclovia os semáfaros devem ser obedecidos, mesmo com parte da pista liberada para os pedalantes). Fui até a Luzitana empurrando a magrela e ouvi alguns "pedala..." de pessoas que estavam em um bar da avenida. Ignorei. Eu queria me divertir, pedalando ou andando - evito pedalar nas subidas fortes.

Ao ver o Bosque dos Jequitibás, virei à esquerda, seguindo o percurso com a faixa vermelha. Ao lado do Bosque parei, na rua Marcondes Salgado, e prestei uma ação comunitária: retirei da pista pedaços de galhos de uma árvore que havia caído e poderia provocar algum acidente. Ao terminar de descer o morro já estava na Norte Sul. A pista,sinalizada com cones patrocinados pela Miami Store. Brinquei com o amarelinho quando estava próximo ao antigo prédio do Correio Popular, hoje uma concessionária de carros: "pela primeira vez fui parado por um amarelinho numa bike". Sem entrar no espírito da minha brincadeira o amarelinho respondeu cisudo: "agora vai ter que parar". Segui feliz da vida. Ele eu não sei.

Logo em seguida fui ultrapassado por pai, mãe e três filhos. Uma família, como eu, estreando a ciclovia. Uma família bem humorada. Mas logo depois de empurrar meu 'veículo' na subida da avenida Júlio Prestes, voltei a ultrapassá-los. Dali até a Lagoa foi tranquilo. Como hoje a pista interna da Heitor Penteado fica liberada para o lazer (também até 13 horas), fui sem problemas e trânsito. Parei ao lado do Ginasio do Taquaral para tirar umas fotos no celular (havia feito na Norte-Sul). Fiz uma da bike e da minha sombra. Não pedi para ninguém me fotografar.

Minha estreia na ciclovia estava acabando. Novamente empurrei a magrela na subida da avenida Imperatriz e logo estava em casa. Como disse lá ewm cima, cansadão. Se der, domingo que vem faço o caminho inverso: casa-Lagoa-Norte-Sul e chegada no Largo do Rosário. Ninguém vai me dizer de novo que a pista não está liberada.

Vale a pena dar um passeio aos domingso e em feriados na nova ciclovia. Para quem andou apenas 30 minutos de bicicleta pela semana, minha perfomance foi excepcional. Isso vai me ajudar e incentivar a novas pedaladas pela semana na pista vermelhinha da Lagoa. Neste 23 de janeiro tive um domingo diferente, com uma ciclovia toda minha...

texto concluído às 14h48. Na tevê vejo o Brasil contra a Bolívia no sub-20. Com Neymar...

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A foto deste post é do Luiz Granzotto. Salvei do site da Prefeitura de Campinas. Não é de hoje. Fiz fotos de hoje no meu celular. Quando conseguir salvar (vai demorar), posto aqui

VEJA A COBERTURA DA INAUGURAÇÂO DA CICLOVIA:
EPTV
Portal RAC (vídeo)

VÍDEO ANTES DA INAUGURAÇÃO:
RAC

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Histórias de Minas

Acompanhado de meus pais, Marcílio e Ruth, estou em Borda da Mata, Sul das Gerais, desde o fim da tarde do domingo, dia 26. Por aqui tenho me recordado de bons momentos passados na terrinha natal. Hoje, em visita ao casal Santinha e Tote Brandão, minha mãe destacou uma delas. Disse que antes de dormir, eu costumava orar e fazia o seguinte pedido: "Papai do céu, faça que o ladrão veja a casa da Amália Peliccione e não a nossa". Ou algo assim. A casa citada era bem feinha e ficava em frente à que nasci, na rua Francisco Marques, 133.

Tote e Santinha moram duas casas abaixo da 133, construída recentemente, onde o pai da Santinha tinha uma marcenaria - e um delicioso pé de orvalha no fundo. A Santinha frequentava muito a casa de meus pais quando era criança. Mas era na primeira casa que meu pai construiu, bem em frente dos Martins. Antes da minha irmã Cleide nascer, a Santinha só deixava a minha casa (eu ainda estava com Jesus...) dormindo. E costumava dormir entre meus pais muitas vezes. Ela se recordou disso hoje com carinho. Mas eu soube que ela ficou com muito ciúmes com o nascimento da Cleide. E que perdeu o lugarzinho na cama, não o carinho de meus pais.

Na Francisco Marques 133 eu sempre ficava no alpendre esperando a Glorinha passar. Ela era uma bonita jovem e eu um menino chorão e medroso de 3-4 anos. Bastava vê-la para começar o "Glorinha meu amoooorrrrrr". Toda feliz pelos galanteios, Glorinha Mendonça, que já faleceu, procurarava carinhosamente me dar beliscões entre as colunas do muro do alpendre. Glorinha foi minha primeira paixão...

Terça-feira (27) passei boas horas com meus pais na estância do Darnei Machado. Fomos muito bem recebidos por ele e pela esposa Darcy, além de um dos filhos que passava férias com a esposa naquele paraíso cercado de muito verde e de belezas naturais. O Darnei recebeu no ano pasado o título de Cidadão Paulistano, cidade que adotou a partir de 1970, onde nasceram seus cinco filhos. Vi filme e fotos da cerimônia.

Da casa do Darnei rumamos para a da dona Doralina, sua mãe e minha professora nos tempos de criança na Escola Dominical em Borda da Mata. Hoje ela "e Deus", como costuma lembrar sempre, moram em uma grade casa. Na casa ao lado, quando criança, eu aprontei muito. Até escalar ombro e cabeça da tia Lina - como meus primos a chamavam - eu fazia. E isso ela não se esquece.

No fim da noite de ontem fui visitar os três filhos do meu primo Zezé, já falecido. Levei a prima Amélia junto. Passei pelo Clayton, pelo Dedé e sua mãe Mariangela e pela Eliana. Visitas curtas mas muito gostosas. Hoje, depois de publicar este post, vou almoçar com a Amélia.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Relógio de avô

Fiquei longe deste blog por algumas semanas. Retorno nesta véspera de Natal para falar do relógio que foi de meu avô materno José Felício, falecido em 1987. Ele está há anos comigo, desde que o recebi do tio José Alberto (Zarberto para nós). É daqueles que nossos avós costumavam usar com uma corrente para mantê-lo preso no 'bolsinho' da calça. Hoje estes bolsos não fazem mais parte nem do figurino.

Não custa relembrar que nasci no dia do aniversário do meu avô e que comemoramos 32 anos juntos enquanto esteve vivo. Eu conhecia pouco do relógio que guardo com todo cuidado em minha gaveta de roupas. Fiquei sabendo mais há algumas semanas quando o pastor Melquisedeque Castro, sua esposa Neísa e o filho Gabriel vieram comer pão de queijo em casa e jogar conversa fora. O Melqui se interessou pelo relógio - ele coleciona rádios antigos - e até datou o relógio. Isso mesmo. Há um site que faz estas coisas.

O Omgega suíço tem número de série 10.194.313 e constatamos que ele é de 1944. Tem, portando, 66 anos. Fui perguntar sobre ele para minha mãe (Ruth) e ela me disse que o pai o comprou uns 5 anos antes de seu casamento com meu pai. Exatamente 1944.

E me disse que meu avô era extremamente preocupado com o tempo. Pedreiro, bastava que o servente chegasse 5 minutos atrasado para vê-lo mostrar o relógio que é meu hoje. O servente abaixava a cabeça e tratava de preparar a massa para assentar os tijolos o mais rápido que possível. José Felício falava com gestos...

Meu avô era do século retrasado. Nasceu em 23 de agosto de 1899 - minha avó Francisca nasceu um ano antes dele. Faleceu em 27 de abril de 1987. Deixou muitas saudades. O relógio ao menos me faz relembrar de bons momentos. No momento está parado. Questão de limpeza e volta a funcionar. Logo farei a limpeza.
(Assim que der posto fotos do relógio aqui)

sábado, 4 de dezembro de 2010

Aquela tarde. Os bastidores de uma contratação no futebol

Cheguei mais cedo ao Majestoso para mais uma tarde de setorista para o Diário do Povo e Rádio Educadora (hoje Rádio Bandeirantes). O clima era diferente. Diretores com roupas de viagem, bem diferentes da que vestiam no dia a dia. E um deles na porta do estádio, olhando para uma rua próxima. Era o sinal que eu precisava, já que a Ponte falava na necessidade de um camisa 10. Logo os tais diretores saíram. E eu comecei minha investigação. Mulher de diretor não tem os macetes do marido. Liguei e tive a segunda dica. O diretor e marido havia ido para Santa Bárbara D'Oeste, onde jogava Gersinho, campeão em 1978 pelo Guarani. E 10 dos bons. Dai para frente foi moleza confirmar a informação e dar um daqueles furos gostosos de saborear no dia seguinte. O 10 procurado era mesmo Gersinho. Quando? 1984, provavelmente. A notícia está nos arquivos da hoje RAC...

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NOTA
Esta nota eu publiquei originalmente no Facebook, instigado pelo Sidnei Flaibam, colega do jornalismo, que faz ali o seu "Baú de Memórias". Está no item 12. E eu tenho dito a ele que estas notas podem dar um bom livro. "Roberto, falando em livro, quando vai começar o seu?", perguntou ele após um comentário que fiz no seu baú. O bom livro pode realmente sair do Face e deste blog. Quando eu não sei.

domingo, 21 de novembro de 2010

Toni Brandão, Roberto Brandão?

Apesar do Brandão, o Toni Brandão, autor de livros infanto-juvenis, com mais de um milhão de exemplares Brasil afora, é meu primo. Costa e Brandão primos?, deve estar perguntando o amigo Paulo Jannuzzi, um dos dois fiéis leitores deste blog - não sei quem é o outro... Pois bem, antes explico a história do nome. Coisa de avô, que foi registrar o meu pai com o mesmo nome de um sobrinho. "Seu Fidélis, não pode", disse o escrivão. E sugeriu Marcílio da Costa Júnior, o júnior no lugar do Brandão. Todos os meus primos por parte de pai são Brandão. Eu sou Costa. O certo seria Roberto Costa Brandão.

Pois bem. Ando falando bem com o Toni Brandão por e-mail. Ele acaba de lançar mais um livro: Os Recicláveis! 2.0. Tour Brasil 2011, com vendas exclusivas e até promoção pela Fnac neste fim de ano. Tive o privilégio de ler uma cópia do livro antes de ser lançado no mês passado. Toni sabe falar na linguagem da galera dos 10-15 anos como poucos. Seus livros são de muito diálogo e papo 2.0 como diz o título - é e-mail, download, vídeo no Youtube e assim por diante. Falo isso porque já li os três livros que publicou pela CV, editora que criou há poucos anos. O livro conta detalhes das viagens e bastidores da banda que o Toni conta nesta série.

A banda não ficu no livro. Vai para a internet. O Toni montou uma banda real e até já gravou uma música dela (ouvi e gostei). Quem comprar o livro na Fnac ganha uma raspadinha, que dá direito a fazer o download na primeira música da banda via internet. Em breve serão lançadas novas músicas.

O Toni não para. Corre com frequência no Ibirapuera - tardes destas ele se despediu dizendo que ia caminhar por lá. Faz de tudo. Foi um dos autores da volta do Sitio do Picapau Amarelo pela Globo, fez a primeira novela em capítulos na internet do Brasil, pelo Terra (na época acho que o Terra tinha outro nome) e tem levado aos palcos o enredo de seus livros, muitos deles premiados. Isso é só uma pequena mostra. Tem muito mais. E até muito que nem sei. Quando ele fizer a divulgação de seu 2.0 nesta semana que começa eu posto aqui o release que ele me mandou antecipadamente. Bem moderninho mesmo. [Como prometi, o release do Toni está na primeira imagem e nas duas ao final da página. Clique sobre elas e veja em tamanho possível de leitura]

Toni é paulistano, filho de mineiros, meus tios Ovídio, já falecido, e Aparecida. Quando criança ia muito à sua casa no Tucuruvi com a minha família. Na verdade um apartamento num dos primeiros condomínios que saiu na Capital, naquela época sem muros e com muto espaço para correr e outros divertimentos. Acho que continua sem muros. Eu amava a liberdade quando estava no Tucuruvi. Minha irmã mais velha, a Cleide e a Mirtes, irmã do Toni - ou Toninho para nós - já preferiam as idas e vindas à padaria. Não posso dizer aqui o porquê.

Quem está mais próxima do Toni ultimamente é a Daise, a outra irmã. Costumo dizer que encontro alguns parentes apenas em casamentos e velórios. Com o Toni tem sido boa a troca de e-amils. No ano passado, eua e a estivemos com o Toninho num almoço antes dele dar duas palestras no Liceu, em Campinas. Agenda é um problema para o Toni. Vive lotada de palestras em escolas, com algumas cativas nas melhores de São Paulo.

É isso por hoje. Como já mudei meu nome aqui para homenagear os 70 anos do Pelé, hoje vou assinar como deveria ser meu nome. Até +
Roberto Costa Brandão





terça-feira, 2 de novembro de 2010

Marcílio, Emérito


Domingo (31) foi um dia especial para o meu pai, Marcílio da Costa Júnior. Ele e outras 5 pessoas da Primeira IPI de Campinas foram homenageados com o título de Presbítero Emérito. Para quem não conhece esse tipo de manifestação, o título é concedido na igreja cristã a pessoas que tenham dado alguma colaboração à sua comunidade. O título do meu pai foi ainda mais especial porque ele nunca foi presbítero eleito na Primeira IPI (que equivale ao diácono na Igreja Católica). Foi em Borda da Mata, por seis anos. Em Campinas ele frequenta com a família esta igreja há 44 anos, que resolveu homenageá-lo desta forma.

Veja notícia da solenidade e mais de 100 fotos

Quero falar aqui um pouco do meu pai de Borda da mata, que era católico e se converteu ao protestantismo - movimento que surgiu há 500 anos na Europa - ao conhecer minha mãe Ruth. Marcílio, em seu trabalho na igreja, liderou a construção de um imponente templo em sua cidade, na primeira igreja presbiteriana organizada no Estado de Minas Gerais, a Igreja Presbiteriana Independente (IPI) de Borda da Mata. Na obra estava meu avô, o José Felício, pedreiro e outro crente dedicado. O envolvimento de meu pai foi tanto que na inauguração do templo, em 1957, nem um terno novo pode comprar para a solenidade.

Meu pai, na ausência do pastor da igreja, chegou a oficiar casamentos e sepultamentos, fatos que eram possíveis a leigos. Ali em Borda da Mata fez de tudo: viajante, sapateiro, dono de loja de móveis e muitos mais. Entre estes teve mais de 200 votos (o segundo mais votado) e se elegeu vereador. Era conhecido como Macoju, as iniciais de seu nome. E chegou a presidente da Câmara Municipal no segundo mandato. Logo depois mudou-se para Campinas, retornando à sua cidade para exercer um cargo de secretário de obras em uma das administrações do prefeito e médico Donato Rocha Júnior.

Na Primeira IPI fez parte de uma das diretorias da Escola Dominical e liderou uma das reformas da quadras de espeortes, entre outras ações. Colabora, como presbítero em disponibilidade, nas celebrações de Santas Ceias. Leitor assíduo da Bíblia, dedica-se a este ofício em muitas madrugadas. É fiel também nas orações. Para quem não sabe, além do autor deste blog, é pai da Cleide, da Daise e do Márcio e tem duas noras, um genro e cinco netos (Luciana, Claudinha, Lilian, Felício e Fabíola).

Parabéns 'Seu' Marcílio!



Fotos: Fabíola Nogueira Costa