sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Relógio de avô

Fiquei longe deste blog por algumas semanas. Retorno nesta véspera de Natal para falar do relógio que foi de meu avô materno José Felício, falecido em 1987. Ele está há anos comigo, desde que o recebi do tio José Alberto (Zarberto para nós). É daqueles que nossos avós costumavam usar com uma corrente para mantê-lo preso no 'bolsinho' da calça. Hoje estes bolsos não fazem mais parte nem do figurino.

Não custa relembrar que nasci no dia do aniversário do meu avô e que comemoramos 32 anos juntos enquanto esteve vivo. Eu conhecia pouco do relógio que guardo com todo cuidado em minha gaveta de roupas. Fiquei sabendo mais há algumas semanas quando o pastor Melquisedeque Castro, sua esposa Neísa e o filho Gabriel vieram comer pão de queijo em casa e jogar conversa fora. O Melqui se interessou pelo relógio - ele coleciona rádios antigos - e até datou o relógio. Isso mesmo. Há um site que faz estas coisas.

O Omgega suíço tem número de série 10.194.313 e constatamos que ele é de 1944. Tem, portando, 66 anos. Fui perguntar sobre ele para minha mãe (Ruth) e ela me disse que o pai o comprou uns 5 anos antes de seu casamento com meu pai. Exatamente 1944.

E me disse que meu avô era extremamente preocupado com o tempo. Pedreiro, bastava que o servente chegasse 5 minutos atrasado para vê-lo mostrar o relógio que é meu hoje. O servente abaixava a cabeça e tratava de preparar a massa para assentar os tijolos o mais rápido que possível. José Felício falava com gestos...

Meu avô era do século retrasado. Nasceu em 23 de agosto de 1899 - minha avó Francisca nasceu um ano antes dele. Faleceu em 27 de abril de 1987. Deixou muitas saudades. O relógio ao menos me faz relembrar de bons momentos. No momento está parado. Questão de limpeza e volta a funcionar. Logo farei a limpeza.
(Assim que der posto fotos do relógio aqui)

Um comentário:

Flaibam disse...

E deve funcionar melhor que os relógios atuais. Verdadeira relíquia para se passar de pai pra filho, de avô praneto, etc... Parabéns Beto. Linda história.