Acompanhado de meus pais, Marcílio e Ruth, estou em Borda da Mata, Sul das Gerais, desde o fim da tarde do domingo, dia 26. Por aqui tenho me recordado de bons momentos passados na terrinha natal. Hoje, em visita ao casal Santinha e Tote Brandão, minha mãe destacou uma delas. Disse que antes de dormir, eu costumava orar e fazia o seguinte pedido: "Papai do céu, faça que o ladrão veja a casa da Amália Peliccione e não a nossa". Ou algo assim. A casa citada era bem feinha e ficava em frente à que nasci, na rua Francisco Marques, 133.
Tote e Santinha moram duas casas abaixo da 133, construída recentemente, onde o pai da Santinha tinha uma marcenaria - e um delicioso pé de orvalha no fundo. A Santinha frequentava muito a casa de meus pais quando era criança. Mas era na primeira casa que meu pai construiu, bem em frente dos Martins. Antes da minha irmã Cleide nascer, a Santinha só deixava a minha casa (eu ainda estava com Jesus...) dormindo. E costumava dormir entre meus pais muitas vezes. Ela se recordou disso hoje com carinho. Mas eu soube que ela ficou com muito ciúmes com o nascimento da Cleide. E que perdeu o lugarzinho na cama, não o carinho de meus pais.
Na Francisco Marques 133 eu sempre ficava no alpendre esperando a Glorinha passar. Ela era uma bonita jovem e eu um menino chorão e medroso de 3-4 anos. Bastava vê-la para começar o "Glorinha meu amoooorrrrrr". Toda feliz pelos galanteios, Glorinha Mendonça, que já faleceu, procurarava carinhosamente me dar beliscões entre as colunas do muro do alpendre. Glorinha foi minha primeira paixão...
Terça-feira (27) passei boas horas com meus pais na estância do Darnei Machado. Fomos muito bem recebidos por ele e pela esposa Darcy, além de um dos filhos que passava férias com a esposa naquele paraíso cercado de muito verde e de belezas naturais. O Darnei recebeu no ano pasado o título de Cidadão Paulistano, cidade que adotou a partir de 1970, onde nasceram seus cinco filhos. Vi filme e fotos da cerimônia.
Da casa do Darnei rumamos para a da dona Doralina, sua mãe e minha professora nos tempos de criança na Escola Dominical em Borda da Mata. Hoje ela "e Deus", como costuma lembrar sempre, moram em uma grade casa. Na casa ao lado, quando criança, eu aprontei muito. Até escalar ombro e cabeça da tia Lina - como meus primos a chamavam - eu fazia. E isso ela não se esquece.
No fim da noite de ontem fui visitar os três filhos do meu primo Zezé, já falecido. Levei a prima Amélia junto. Passei pelo Clayton, pelo Dedé e sua mãe Mariangela e pela Eliana. Visitas curtas mas muito gostosas. Hoje, depois de publicar este post, vou almoçar com a Amélia.
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