
O jornalista - e há alguns anos advogado - José Francisco Pacóla foi setorista de Ponte Preta do Diário do Povo. Recém-formado e correspondente do jornal A Gazeta Esportiva em Mogi Mirim, veio a ocupar o meu lugar no jornal, quando fui promovido a subeditor. Toda a equipe de esportes se reuniu num café na rua Barão de Jaguara para aprovar o novo colega. Pacóla havia sido indicado por outro jornalista, Brasil de Oliveira, como ele de Mogi Mirim. O 'Brasa', enciclopédia do futebol, fez questão de participar da reunião. Brasil de Oliveira morreria alguns bons anos depois, deixando um vazio na sucursal de O Estado de S. Paulo em Campinas e no futebol. Era referência nacional.
No dia 14 eu revi o Pacóla no Giovanetti do Cambuí. Sentado em uma mesa diante de uma longa fila de amigos ele autografava O Teclado Banguela, livro em que reuniu crônicas do tempo que deu férias ao jornalismo.
Comprei o livro e fiquei algum tempo próximo da mesa de autógrafos, conversando com outros amigos dos tempos de Diário, Élcio Paiola, o Bozó e Paulo Cesar Nascimento. A fila não diminuía. Como tinha um compromisso logo em seguida, dei um abraço no jornalista-advogado e fui embora. Sem a dedicatória no livro. Semana passada recebi um e-mail de agradecimehnto do 'José Francisco', prometendo o autógrafo que não me dera. Algum dia ele assina, respondi.
Ontem terminei de ler O Teclado Banguela. Gostei muito. Pacóla fala pouco do futebol - não se esqueceu do Brasa e do seu Mogi Mirim, o time. Mas fala muito de fatos do dia, transformados em gostosos textos. Como só o Pacolinha sabe descrever.
Valeu Pacóla!
Saiba mais sobre o livro
Detalhe
Embora o professor de português do Pacola diga que Mogi Mirim se escreve Mojimirim, gosto mais da forma antiga. Como está na página do time de futebol do Pacóla e do Wilson Barros (seu ex-presidente, citado no livro quando de sua morte).
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