sábado, 23 de outubro de 2010

Roberto 'Pelé' Costa


Mudei meu nome apenas neste 23 de outubro. É minha homenagem aos 70 anos de Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, rei do futebol. Hoje me chamo Roberto 'Pelé' Costa. Duvido que alguém mude nome hoje por conta do Rei...

Vou falar pouco do Pelé porque isso está em todo site, especiais na tevê e em jornais, fora as mídias sociais como este blog. Mas falo de boca cheia que vi Pelé jogar. Umas duas vezez no campo da Ponte Preta e outro tanto disso no campo do Guarani. Vi gol do Pelé contra a minha Ponte Preta. O cara era D+ em campo. Merece todas as homenagens.


Resolvi brincar e contar sobre o meu futebol neste dia 23. Não o de campo que Pelé fez quase 1300 gols. Mas o de quadra, onde joguei nos últimos 39 anos e mais dois jogos, a maior parte na rua Luzitana, centro de Campinas. Ali está a quadra da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de Campinas, que frequento desde dezembro de 1966. Os dois jogos foram na quadra velha, no 846, onde hoje se ergue um templo muito bonito (bem mais por dentro). Ali havia uma quadra com eucalíptos à sua volta. Nas duas vezes que joguei devia ter 12 ou 13 anos. Depois a quadra acabou para sair ali o templo inaugurado em 1977.


Onde era o templo antigo, de 1878, nasceu a quadra atual, bem menor e até com um barracão para os cafés após os cultos e alguns almoços. Hoje só existe a quadra, um play-ground e um prédio do século passado, preservado pelo menos na sua fachada, ambos ao fundo.

O primeiro jogo que fiz ali foi em 1971, 16 anos, um torneio que inaugurou a quadra. Jonão, Izaac, Zezinho, Britinho e Éssio, entre tantos outros daquela época, podem falar detalhes deste torneio. Eu só lembro que joguei. E, se não me engano, meu pai (Marcílio) também era de um dos times. O torneio deu até nota em jornal por conta do João Caetano Monteiro Filho, já falecido, que editou por muitos anos o esporte do Diário do Povo. E que era da igreja e amava o Guarani - é dele o apelido "Brinco de Ouro" para o estádio da Princesa D'Oeste. Nunca vi o Joãozinho em quadra.


Nestes 39 anos eu marquei no mínimo 5 mil gols naquela quadra. Teve gente que fez mais com certeza. Jogar duas horas quase todo sábado rende muitos gols. Certa época eu até anotava estes gols. Parei. Não que fosse um grande jogador. Longe disso. Era do estilo trombador. Que o diga o Luis Bernardo Brito, o Britinho, com quem formei bela dupla de ataque e fizemos muitos gols, sempre tabelando pelo 'cascudo' ou o segundo time da UMPI que éramos titulares. Dezenas, centenas de gols.


No tempo que a quadra não era tão boa como hoje - embora tenha muitas falhas -, toda pintada, já era muito bom jogar ali. Tenho saudade quando o futsal não permitia fazer gols dentro da área. Fiz muitos de cabeça na regra antiga, sempre me posicionando bem em cobranças de escanteios. O hoje pastor José Arno Tossini (Zezinho) também fez muitos desse jeito e de outros.

O gol mais bonito? Muitos mas me recordo de um em especial. Num jogo entre a União da Mocidade Presbiteriana Independente (UMPI), numa noite de terça-feira, eu só toquei por baixo da bola, de costa para o gol, para encobrir o apavorado goleiro que saia para a defesa e vi, feliz, a bola encobri-lo e cair nas redes. O jogo foi com um time de uma ótica. Quando? Anos 1970, provavelmente. Só isso que me lembro e que ganhamos fácil. Fora a beleza da jogada, vinda após o lançamento do goleiro - não sei se o Éssio ou o Ricardo. Em julho, quando estive em Alterosa, o Cleber Sardin recordou-se desta jogada. Sinal que alguém também lembrava...


Fiz muitos gols de 'letra' nos anos 2000. O Hélio Costa Júnior, colega de trabalho na Unicamp, não esquece destes. Isso foi tanto em jogos como em treinos. Faz um dois meses que não sei o que é jogar na quadra da Luzitana. Hoje, se a chuva deixar, estou lá [Não fui. Volta adiada].

E os jogos mais importantes? Com certeza o de 1980, em São José do Rio Preto, foi o maior deles. Era um congresso nacional da mocidade da minha igreja. E havia um torneio entre as federações participantes. Montamos um time na hora, com jogadores de diversas igrejas e chegamos ao título. Eu joguei na defesa e fiz um gol no torneio. No time estavam o Jonão e o Paulo Godoi (Primeira IPI de Campinas), Joãozinho ( Maria Eugênia), Daniel Vila Ipê) e outros. Joãozinho fez muitos gols e levou o time nas costas. Eu e o jonão seguramos lá atrás. A notícia está no Estandarte, jornal da IPI do Brasil (Veja página 16) e saiu em um jornal do Prtesbitério do Oeste, que não tenho - e gostaria muito de ter. Com a foto do título. Também não tenho esta foto. Alguém tem?

Outro torneio marcante aconteceu no Congresso Nacional do Umpismo de Osasco, três anos antes. Foi feito um torneio na Federação local (ainda Oeste) e a Primeira de Campinas se tornou campeã, vencendo Piracicaba [foto abaixo, time de camisa azul; Renê é o terceiro em pé, da esquerda para a direita], do amigo Renê, hoje no Mackenzie Campinas, na final. Com isso ganhou o direito de representar a região. O técnico era o Célio Ferreira, que havia abandonado recentemente a quadra. No torneio, vitória por desclassificação do time adversário no primeiro jogo - perdemos em quadra -, uma vitória de 2 a 0 para Maringá e derrota para Londrina nos pênaltis. Eu era reserva mas fiz os dois gols da nossa única vitória. Deste torneio tenho fotos e até uma charge que o Moisés Celegatti fez na ocasião. Posto aqui...


Hoje, apesar da barriga, ainda corro numa quadra. Costumo dizer que 'morro noa que parar de jogar bola'. Como estou vivo... Verdade que corro menos que em outros tempos sem barriga e hoje sou mais técnico. Nem tanto é bem verdade. Mas faço meus golzinhos como Pelé fazia. BASTA A ZAGA E O GOLEIRO DEIXAREM...



Um comentário:

Anônimo disse...

Eu tb vi o REI jogar.
Me pus a lembrar de alguns jogos ou jogadas inesquecíveis.
Num jogo contra o Guarani aqui em Campinas (não sei se foi um destes que> vc tb viu) o placar mostrava ZERO A ZERO e já estávamos no meio do segundo tempo.
Sabe aquele jogo morno.. que todos ja haviam entendido que NEM GUARANI NEM SANTOS estavam a fim de nada e que o jogo terminaria 0 X 0? Pois é... era> um destes.
Num determinado momento o Rei passando pela lateral e prox do banco do Santos, o massagista lhe jogou uma pedra de gelo. A pedrinha veio tão ajeitada que o Rei matou no peito e fez algumas embaíxadinhas com ele... PRONTO... A TORCIDA LEVANTOU E APLAUDIU... O NEGÃO ACORDOU. No sequência a bola veio pra ELE... e o negão com toda magestade.. DRIBLOU 5 E FEZ UM GOLAÇO. Não me lembro se o Santos ganhou.. nem de quanto... MAS NÃO IMPORTAVA MAIS NADA... só o lance ficou registrado na minha memória...
Paulo