quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Histórias de Minas

Acompanhado de meus pais, Marcílio e Ruth, estou em Borda da Mata, Sul das Gerais, desde o fim da tarde do domingo, dia 26. Por aqui tenho me recordado de bons momentos passados na terrinha natal. Hoje, em visita ao casal Santinha e Tote Brandão, minha mãe destacou uma delas. Disse que antes de dormir, eu costumava orar e fazia o seguinte pedido: "Papai do céu, faça que o ladrão veja a casa da Amália Peliccione e não a nossa". Ou algo assim. A casa citada era bem feinha e ficava em frente à que nasci, na rua Francisco Marques, 133.

Tote e Santinha moram duas casas abaixo da 133, construída recentemente, onde o pai da Santinha tinha uma marcenaria - e um delicioso pé de orvalha no fundo. A Santinha frequentava muito a casa de meus pais quando era criança. Mas era na primeira casa que meu pai construiu, bem em frente dos Martins. Antes da minha irmã Cleide nascer, a Santinha só deixava a minha casa (eu ainda estava com Jesus...) dormindo. E costumava dormir entre meus pais muitas vezes. Ela se recordou disso hoje com carinho. Mas eu soube que ela ficou com muito ciúmes com o nascimento da Cleide. E que perdeu o lugarzinho na cama, não o carinho de meus pais.

Na Francisco Marques 133 eu sempre ficava no alpendre esperando a Glorinha passar. Ela era uma bonita jovem e eu um menino chorão e medroso de 3-4 anos. Bastava vê-la para começar o "Glorinha meu amoooorrrrrr". Toda feliz pelos galanteios, Glorinha Mendonça, que já faleceu, procurarava carinhosamente me dar beliscões entre as colunas do muro do alpendre. Glorinha foi minha primeira paixão...

Terça-feira (27) passei boas horas com meus pais na estância do Darnei Machado. Fomos muito bem recebidos por ele e pela esposa Darcy, além de um dos filhos que passava férias com a esposa naquele paraíso cercado de muito verde e de belezas naturais. O Darnei recebeu no ano pasado o título de Cidadão Paulistano, cidade que adotou a partir de 1970, onde nasceram seus cinco filhos. Vi filme e fotos da cerimônia.

Da casa do Darnei rumamos para a da dona Doralina, sua mãe e minha professora nos tempos de criança na Escola Dominical em Borda da Mata. Hoje ela "e Deus", como costuma lembrar sempre, moram em uma grade casa. Na casa ao lado, quando criança, eu aprontei muito. Até escalar ombro e cabeça da tia Lina - como meus primos a chamavam - eu fazia. E isso ela não se esquece.

No fim da noite de ontem fui visitar os três filhos do meu primo Zezé, já falecido. Levei a prima Amélia junto. Passei pelo Clayton, pelo Dedé e sua mãe Mariangela e pela Eliana. Visitas curtas mas muito gostosas. Hoje, depois de publicar este post, vou almoçar com a Amélia.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Relógio de avô

Fiquei longe deste blog por algumas semanas. Retorno nesta véspera de Natal para falar do relógio que foi de meu avô materno José Felício, falecido em 1987. Ele está há anos comigo, desde que o recebi do tio José Alberto (Zarberto para nós). É daqueles que nossos avós costumavam usar com uma corrente para mantê-lo preso no 'bolsinho' da calça. Hoje estes bolsos não fazem mais parte nem do figurino.

Não custa relembrar que nasci no dia do aniversário do meu avô e que comemoramos 32 anos juntos enquanto esteve vivo. Eu conhecia pouco do relógio que guardo com todo cuidado em minha gaveta de roupas. Fiquei sabendo mais há algumas semanas quando o pastor Melquisedeque Castro, sua esposa Neísa e o filho Gabriel vieram comer pão de queijo em casa e jogar conversa fora. O Melqui se interessou pelo relógio - ele coleciona rádios antigos - e até datou o relógio. Isso mesmo. Há um site que faz estas coisas.

O Omgega suíço tem número de série 10.194.313 e constatamos que ele é de 1944. Tem, portando, 66 anos. Fui perguntar sobre ele para minha mãe (Ruth) e ela me disse que o pai o comprou uns 5 anos antes de seu casamento com meu pai. Exatamente 1944.

E me disse que meu avô era extremamente preocupado com o tempo. Pedreiro, bastava que o servente chegasse 5 minutos atrasado para vê-lo mostrar o relógio que é meu hoje. O servente abaixava a cabeça e tratava de preparar a massa para assentar os tijolos o mais rápido que possível. José Felício falava com gestos...

Meu avô era do século retrasado. Nasceu em 23 de agosto de 1899 - minha avó Francisca nasceu um ano antes dele. Faleceu em 27 de abril de 1987. Deixou muitas saudades. O relógio ao menos me faz relembrar de bons momentos. No momento está parado. Questão de limpeza e volta a funcionar. Logo farei a limpeza.
(Assim que der posto fotos do relógio aqui)

sábado, 4 de dezembro de 2010

Aquela tarde. Os bastidores de uma contratação no futebol

Cheguei mais cedo ao Majestoso para mais uma tarde de setorista para o Diário do Povo e Rádio Educadora (hoje Rádio Bandeirantes). O clima era diferente. Diretores com roupas de viagem, bem diferentes da que vestiam no dia a dia. E um deles na porta do estádio, olhando para uma rua próxima. Era o sinal que eu precisava, já que a Ponte falava na necessidade de um camisa 10. Logo os tais diretores saíram. E eu comecei minha investigação. Mulher de diretor não tem os macetes do marido. Liguei e tive a segunda dica. O diretor e marido havia ido para Santa Bárbara D'Oeste, onde jogava Gersinho, campeão em 1978 pelo Guarani. E 10 dos bons. Dai para frente foi moleza confirmar a informação e dar um daqueles furos gostosos de saborear no dia seguinte. O 10 procurado era mesmo Gersinho. Quando? 1984, provavelmente. A notícia está nos arquivos da hoje RAC...

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NOTA
Esta nota eu publiquei originalmente no Facebook, instigado pelo Sidnei Flaibam, colega do jornalismo, que faz ali o seu "Baú de Memórias". Está no item 12. E eu tenho dito a ele que estas notas podem dar um bom livro. "Roberto, falando em livro, quando vai começar o seu?", perguntou ele após um comentário que fiz no seu baú. O bom livro pode realmente sair do Face e deste blog. Quando eu não sei.

domingo, 21 de novembro de 2010

Toni Brandão, Roberto Brandão?

Apesar do Brandão, o Toni Brandão, autor de livros infanto-juvenis, com mais de um milhão de exemplares Brasil afora, é meu primo. Costa e Brandão primos?, deve estar perguntando o amigo Paulo Jannuzzi, um dos dois fiéis leitores deste blog - não sei quem é o outro... Pois bem, antes explico a história do nome. Coisa de avô, que foi registrar o meu pai com o mesmo nome de um sobrinho. "Seu Fidélis, não pode", disse o escrivão. E sugeriu Marcílio da Costa Júnior, o júnior no lugar do Brandão. Todos os meus primos por parte de pai são Brandão. Eu sou Costa. O certo seria Roberto Costa Brandão.

Pois bem. Ando falando bem com o Toni Brandão por e-mail. Ele acaba de lançar mais um livro: Os Recicláveis! 2.0. Tour Brasil 2011, com vendas exclusivas e até promoção pela Fnac neste fim de ano. Tive o privilégio de ler uma cópia do livro antes de ser lançado no mês passado. Toni sabe falar na linguagem da galera dos 10-15 anos como poucos. Seus livros são de muito diálogo e papo 2.0 como diz o título - é e-mail, download, vídeo no Youtube e assim por diante. Falo isso porque já li os três livros que publicou pela CV, editora que criou há poucos anos. O livro conta detalhes das viagens e bastidores da banda que o Toni conta nesta série.

A banda não ficu no livro. Vai para a internet. O Toni montou uma banda real e até já gravou uma música dela (ouvi e gostei). Quem comprar o livro na Fnac ganha uma raspadinha, que dá direito a fazer o download na primeira música da banda via internet. Em breve serão lançadas novas músicas.

O Toni não para. Corre com frequência no Ibirapuera - tardes destas ele se despediu dizendo que ia caminhar por lá. Faz de tudo. Foi um dos autores da volta do Sitio do Picapau Amarelo pela Globo, fez a primeira novela em capítulos na internet do Brasil, pelo Terra (na época acho que o Terra tinha outro nome) e tem levado aos palcos o enredo de seus livros, muitos deles premiados. Isso é só uma pequena mostra. Tem muito mais. E até muito que nem sei. Quando ele fizer a divulgação de seu 2.0 nesta semana que começa eu posto aqui o release que ele me mandou antecipadamente. Bem moderninho mesmo. [Como prometi, o release do Toni está na primeira imagem e nas duas ao final da página. Clique sobre elas e veja em tamanho possível de leitura]

Toni é paulistano, filho de mineiros, meus tios Ovídio, já falecido, e Aparecida. Quando criança ia muito à sua casa no Tucuruvi com a minha família. Na verdade um apartamento num dos primeiros condomínios que saiu na Capital, naquela época sem muros e com muto espaço para correr e outros divertimentos. Acho que continua sem muros. Eu amava a liberdade quando estava no Tucuruvi. Minha irmã mais velha, a Cleide e a Mirtes, irmã do Toni - ou Toninho para nós - já preferiam as idas e vindas à padaria. Não posso dizer aqui o porquê.

Quem está mais próxima do Toni ultimamente é a Daise, a outra irmã. Costumo dizer que encontro alguns parentes apenas em casamentos e velórios. Com o Toni tem sido boa a troca de e-amils. No ano passado, eua e a estivemos com o Toninho num almoço antes dele dar duas palestras no Liceu, em Campinas. Agenda é um problema para o Toni. Vive lotada de palestras em escolas, com algumas cativas nas melhores de São Paulo.

É isso por hoje. Como já mudei meu nome aqui para homenagear os 70 anos do Pelé, hoje vou assinar como deveria ser meu nome. Até +
Roberto Costa Brandão





terça-feira, 2 de novembro de 2010

Marcílio, Emérito


Domingo (31) foi um dia especial para o meu pai, Marcílio da Costa Júnior. Ele e outras 5 pessoas da Primeira IPI de Campinas foram homenageados com o título de Presbítero Emérito. Para quem não conhece esse tipo de manifestação, o título é concedido na igreja cristã a pessoas que tenham dado alguma colaboração à sua comunidade. O título do meu pai foi ainda mais especial porque ele nunca foi presbítero eleito na Primeira IPI (que equivale ao diácono na Igreja Católica). Foi em Borda da Mata, por seis anos. Em Campinas ele frequenta com a família esta igreja há 44 anos, que resolveu homenageá-lo desta forma.

Veja notícia da solenidade e mais de 100 fotos

Quero falar aqui um pouco do meu pai de Borda da mata, que era católico e se converteu ao protestantismo - movimento que surgiu há 500 anos na Europa - ao conhecer minha mãe Ruth. Marcílio, em seu trabalho na igreja, liderou a construção de um imponente templo em sua cidade, na primeira igreja presbiteriana organizada no Estado de Minas Gerais, a Igreja Presbiteriana Independente (IPI) de Borda da Mata. Na obra estava meu avô, o José Felício, pedreiro e outro crente dedicado. O envolvimento de meu pai foi tanto que na inauguração do templo, em 1957, nem um terno novo pode comprar para a solenidade.

Meu pai, na ausência do pastor da igreja, chegou a oficiar casamentos e sepultamentos, fatos que eram possíveis a leigos. Ali em Borda da Mata fez de tudo: viajante, sapateiro, dono de loja de móveis e muitos mais. Entre estes teve mais de 200 votos (o segundo mais votado) e se elegeu vereador. Era conhecido como Macoju, as iniciais de seu nome. E chegou a presidente da Câmara Municipal no segundo mandato. Logo depois mudou-se para Campinas, retornando à sua cidade para exercer um cargo de secretário de obras em uma das administrações do prefeito e médico Donato Rocha Júnior.

Na Primeira IPI fez parte de uma das diretorias da Escola Dominical e liderou uma das reformas da quadras de espeortes, entre outras ações. Colabora, como presbítero em disponibilidade, nas celebrações de Santas Ceias. Leitor assíduo da Bíblia, dedica-se a este ofício em muitas madrugadas. É fiel também nas orações. Para quem não sabe, além do autor deste blog, é pai da Cleide, da Daise e do Márcio e tem duas noras, um genro e cinco netos (Luciana, Claudinha, Lilian, Felício e Fabíola).

Parabéns 'Seu' Marcílio!



Fotos: Fabíola Nogueira Costa

sábado, 23 de outubro de 2010

Roberto 'Pelé' Costa


Mudei meu nome apenas neste 23 de outubro. É minha homenagem aos 70 anos de Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, rei do futebol. Hoje me chamo Roberto 'Pelé' Costa. Duvido que alguém mude nome hoje por conta do Rei...

Vou falar pouco do Pelé porque isso está em todo site, especiais na tevê e em jornais, fora as mídias sociais como este blog. Mas falo de boca cheia que vi Pelé jogar. Umas duas vezez no campo da Ponte Preta e outro tanto disso no campo do Guarani. Vi gol do Pelé contra a minha Ponte Preta. O cara era D+ em campo. Merece todas as homenagens.


Resolvi brincar e contar sobre o meu futebol neste dia 23. Não o de campo que Pelé fez quase 1300 gols. Mas o de quadra, onde joguei nos últimos 39 anos e mais dois jogos, a maior parte na rua Luzitana, centro de Campinas. Ali está a quadra da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de Campinas, que frequento desde dezembro de 1966. Os dois jogos foram na quadra velha, no 846, onde hoje se ergue um templo muito bonito (bem mais por dentro). Ali havia uma quadra com eucalíptos à sua volta. Nas duas vezes que joguei devia ter 12 ou 13 anos. Depois a quadra acabou para sair ali o templo inaugurado em 1977.


Onde era o templo antigo, de 1878, nasceu a quadra atual, bem menor e até com um barracão para os cafés após os cultos e alguns almoços. Hoje só existe a quadra, um play-ground e um prédio do século passado, preservado pelo menos na sua fachada, ambos ao fundo.

O primeiro jogo que fiz ali foi em 1971, 16 anos, um torneio que inaugurou a quadra. Jonão, Izaac, Zezinho, Britinho e Éssio, entre tantos outros daquela época, podem falar detalhes deste torneio. Eu só lembro que joguei. E, se não me engano, meu pai (Marcílio) também era de um dos times. O torneio deu até nota em jornal por conta do João Caetano Monteiro Filho, já falecido, que editou por muitos anos o esporte do Diário do Povo. E que era da igreja e amava o Guarani - é dele o apelido "Brinco de Ouro" para o estádio da Princesa D'Oeste. Nunca vi o Joãozinho em quadra.


Nestes 39 anos eu marquei no mínimo 5 mil gols naquela quadra. Teve gente que fez mais com certeza. Jogar duas horas quase todo sábado rende muitos gols. Certa época eu até anotava estes gols. Parei. Não que fosse um grande jogador. Longe disso. Era do estilo trombador. Que o diga o Luis Bernardo Brito, o Britinho, com quem formei bela dupla de ataque e fizemos muitos gols, sempre tabelando pelo 'cascudo' ou o segundo time da UMPI que éramos titulares. Dezenas, centenas de gols.


No tempo que a quadra não era tão boa como hoje - embora tenha muitas falhas -, toda pintada, já era muito bom jogar ali. Tenho saudade quando o futsal não permitia fazer gols dentro da área. Fiz muitos de cabeça na regra antiga, sempre me posicionando bem em cobranças de escanteios. O hoje pastor José Arno Tossini (Zezinho) também fez muitos desse jeito e de outros.

O gol mais bonito? Muitos mas me recordo de um em especial. Num jogo entre a União da Mocidade Presbiteriana Independente (UMPI), numa noite de terça-feira, eu só toquei por baixo da bola, de costa para o gol, para encobrir o apavorado goleiro que saia para a defesa e vi, feliz, a bola encobri-lo e cair nas redes. O jogo foi com um time de uma ótica. Quando? Anos 1970, provavelmente. Só isso que me lembro e que ganhamos fácil. Fora a beleza da jogada, vinda após o lançamento do goleiro - não sei se o Éssio ou o Ricardo. Em julho, quando estive em Alterosa, o Cleber Sardin recordou-se desta jogada. Sinal que alguém também lembrava...


Fiz muitos gols de 'letra' nos anos 2000. O Hélio Costa Júnior, colega de trabalho na Unicamp, não esquece destes. Isso foi tanto em jogos como em treinos. Faz um dois meses que não sei o que é jogar na quadra da Luzitana. Hoje, se a chuva deixar, estou lá [Não fui. Volta adiada].

E os jogos mais importantes? Com certeza o de 1980, em São José do Rio Preto, foi o maior deles. Era um congresso nacional da mocidade da minha igreja. E havia um torneio entre as federações participantes. Montamos um time na hora, com jogadores de diversas igrejas e chegamos ao título. Eu joguei na defesa e fiz um gol no torneio. No time estavam o Jonão e o Paulo Godoi (Primeira IPI de Campinas), Joãozinho ( Maria Eugênia), Daniel Vila Ipê) e outros. Joãozinho fez muitos gols e levou o time nas costas. Eu e o jonão seguramos lá atrás. A notícia está no Estandarte, jornal da IPI do Brasil (Veja página 16) e saiu em um jornal do Prtesbitério do Oeste, que não tenho - e gostaria muito de ter. Com a foto do título. Também não tenho esta foto. Alguém tem?

Outro torneio marcante aconteceu no Congresso Nacional do Umpismo de Osasco, três anos antes. Foi feito um torneio na Federação local (ainda Oeste) e a Primeira de Campinas se tornou campeã, vencendo Piracicaba [foto abaixo, time de camisa azul; Renê é o terceiro em pé, da esquerda para a direita], do amigo Renê, hoje no Mackenzie Campinas, na final. Com isso ganhou o direito de representar a região. O técnico era o Célio Ferreira, que havia abandonado recentemente a quadra. No torneio, vitória por desclassificação do time adversário no primeiro jogo - perdemos em quadra -, uma vitória de 2 a 0 para Maringá e derrota para Londrina nos pênaltis. Eu era reserva mas fiz os dois gols da nossa única vitória. Deste torneio tenho fotos e até uma charge que o Moisés Celegatti fez na ocasião. Posto aqui...


Hoje, apesar da barriga, ainda corro numa quadra. Costumo dizer que 'morro noa que parar de jogar bola'. Como estou vivo... Verdade que corro menos que em outros tempos sem barriga e hoje sou mais técnico. Nem tanto é bem verdade. Mas faço meus golzinhos como Pelé fazia. BASTA A ZAGA E O GOLEIRO DEIXAREM...



sexta-feira, 22 de outubro de 2010

2 milhões de isabelas...

Um vídeo de uma menina de dois anos foi postado pelo pai no Youtube. Isabela é o nome dela. Segundo o pai, a inclusão permite que avós distantes acompanhem o crescimento da menina. Isabela pede para que o pai reabra a porta que dá acesso ao quintal. E assim segue o vídeo...

Restando nove dias para as eleições presidenciais no Brasil, o vídeo serve para dar um tempo na acidez que virou a eleição do dia 31.

Posto o endereço do vídeo e a nota que saiu no G1.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Turma 1981 de jornalismo da Pucc: eu, Sônia Castro, Célia Piglione, Álvaro Kassab...


Era o ano de 1978. No campus 1 da Pucc, muitos sonhos começavam no jornalismo. Nem levei trote para me integrar a esta turma e a anterior - em 77 fiz meio semestre de Biologia, vi que não tinha nada a ver, tranquei matrícula e debandei para o jornalismo. Quatro anos depois estava colando grau no Teatro Castro Mendes. Em 1981, de beca, sentei ao lado de Ismael Pfeifer e Marcos Cripa, que deram sorte no jornalismo e à frente da Lúcia Bonvicini e outras colegas que foram ou continuaram em outras áreas. No meio de mais de uma centena de formandos - de jornalismo, de PP, RP e turismo, Sônia Castro, Célia Piglione e Álvaro Kassab, entre outros.

Nesta semana soube que a Sônia estava na casa da Célia e queria falar comigo. Tinha vindo de Brasília, onde deu aulas em duas faculdades de jornalistas, à procura de um recomeço em Campinas ou Sorocaba, cidades onde já trabalhou. O filho, hoje advogado em São Paulo, a quer mais perto. Ela também. A Célia, fora pequena saída para Uberlândia - que estive junto, na UFU -, está há anos em campinas, muitos desses na Unicamp, mesmo local onde eu e o Kassab trabalhamos.


Na quarta a Sônia foi me visitar e ao Álvaro. Colocamos algumas conversas em ordem. Aproveitei para pedir para a colega Raquel do Carmo registrar os três juntos. Fora o Kassab, os demais muitas arrobas acima de 1981. Quando a Célia foi pegar a Sônia eu fiz o registro delas e publico estas fotos neste blog.

A Sônia me trouxe algumas fotos da colação de grau dela e da Sônia. Fotos de arquivo da Célia. Deu poara reconhecer muitos colegas de Pucc ali. Não me vi mas estava lá. Publico estas fotos assim que escanear. A Sônia era a mais magra.

Lembramos, na quarta, de aulas da Zelinda, do JB, do Romeu, do Pinho, da Regina Márcia e de tantos outros. E das vezes que o Kassab liderou campanhas para não termos aumento de mensalidade, sequestrando os carn~es. Ou na vez que alguns estudantes de preto - Maé, Birrim, Sérgio Branco e Foguinho (acertei todos?) subiram escadas da Pucc em motos, protestando para o fim dos aumentos.


A Sônia fica por aqui até dia 21. Certamente vai encontrar outros dos tempos de Campinas, de Pucc. Menos o Joaquim, de Sumaré, que desfalcou a turma já no primeiro ano, assassinado sobre uma prancheta de desenho na antiga rodoviária. A saudade dele permanece.
(Célia, Sônia e Kassab podem corrigir meu relato ou acrescentar fatos novo abaixo. Espaço aberto.)

VEJA FOTOS DO MEU ÁLBUM DE FORMATURA
Pode ajudar a Sônia? Eis o e-mail dela: soso_rabit@ig.com.br

Célia e Sônia assinando colação de grau (1981).


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A mana Cleide, convivência familiar, 'bets' e o vôlei


Hoje, 'meião' de feriado esticado e quase todo mundo trabalhando (menos todos aqui de casa), vou me dedicar a falar da família. E da mana Cleide que fez aniversário ontem em Atibaia. Juntamos dois carros, nove parentes dela, mais de 40 reais de pedágio - e uma bela estrada -, fora o custo da gasolina. Nada se for contar a alegria de meio dia de convivência com a Cleide, com o Claúdio (cunhado), com a Claudinha (sobrinha), a dona Nema (sogra da minha irmã) e algumas amigas da mana que passaram por lá para dar um abraço na 'jovem de ontem', como a outra irmã (Daise) bem definiu a idade dela. Rimos muito das 'jovens de ontem', como a Cleide e a Rutinha, que foi com a caravana.

No grupo estavam meus pais (Marcílio e Ruth), Márcio (mano) e Priscila Muleque (cunhada), Sueli (minha querida esposa), Felício (meu filho futuro advogado), fora os já citados. Não preciso dizer que o seu Marcílio já estava com pressa de voltar antes mesmo de jogar a última garfada do almoço na boca. Mas o 'dominamos' neste ímpeto com muitas brincadeiras.

Comida não faltou: rabada, bife à parmegiana, polenta, arroz, feijão e salada. Com muitos beijinhos (doce) de sobremesa (feitos pela minha mãe) e um belo café no início da noite, com manteiga pura, para selar o dia.

Muitas fotos já postadas no Orkut para marcar o dia, minhas e da Rutinha - que também filmou nossas conversas e boas risadas. Não posso garantir se alguém posta. Mas que ela fez, fez.

Restando poucas semanas para a eleição no Brasil, o assunto dominou as conversas. E uma certeza: a família está unida no Serra. No primeiro turno alguns votaram na Marina.

No meio da tarde, quando alguns foram atrás da feira de pêssegos - que na realidade foi uma farsa, pelo lindos produtos expostos e apenas os pititinhos para vender -, eu me aventurei a acompanhar o Felício numa partida de 'bets' (betis ou betes?). O local escolhida foi a rua da Cleide. Bem em frente da casa. De um lado, eu e o Fê. Do outro, o mano Márcio e a sobrinha Cláudia, que não aguentou muito tempo. Logo foi substituída por um garoto de alguma rua próxima que apareceu se oferecendo para entrar no jogo. Claro que aceitamos. Na plateia, uma única torcedora: a Moleca...

Deu empate ( 1 a 1), depois de duas partidas, fora algumas bolas penadas. E deu para perceber que estou muito mal fisicamente. Gordo estou há anos, mas ainda batia minha bolinha todo sábado e pedalava diversas vezes por semana. Com a gripe e a sinusite já citadas aqui neste blog eu relaxei. Volto hoje à rotina... O detalhe do jogo estava nas madeiras que batemos nas bolas de tênis em um jogo de betis: uma se chamava "Elisabets" e a outra "Eustaco". A segunda (COMO A PRIMEIRA) foi uma homenagem do meu filho ao meu chefe Eustáquio Gomes. Ele fez isso faz tempo mas poucas vezes pude das uns "eustacos" na rua.

Abro um espaço aqui, extra família, para pedir as orações de todos pela recuperação do Tatá - como chamamos o Eustáquio na Unicamp. Ele se recupera de um AVC há quatro meses. A recuperação será longa, sabemos e confiamos que ele possa se recuperar. Ele pelo menos está lutando para isso. Na semana passada eu o visitei no dia que fez 58 anos. Brinquei diversas vezes com ele dizendo que ele estava fazendo 78. Não podendo falar, fez movimentos dizendo que não era 78 mas que gostou da brincadeira. Estive lá acompanhado do colega Carmo Gallo Netto.

Voltando para a família, lá mesmo em Atibaia vimos as fotos que a Rutinha fez no local e que eu salvei em pendrives para todos. Não levei as conexões da minha digital mas quem quiser copia depois no Face ou no Orkut. Na sessão de fotos ainda vimos as da Daise e da sobrinha Lilian, em recente viagem que elas fizeram para a Europa e algumas da Sueli, de parte dos 15 dias que passou por Terras Santas, Paris e Roma.

Na sala, onde a maioria se concentrou, ainda vimos lindos tapetes feitos pela prima Eliana em Borda da Mata e que estamos ajudando nas vendas. Alguns já acharam
donos na hora. Não podia faltar um joguinho de futebol ao vivo na tevê. Mas que logo foi substituído pela decisão do vôeli do Brasil contra Cuba na Itália. Antes de falar do resultado, o futebol não agradou. Afinal, o O a 0 entre Palmeiras e Botafogo foi triste de assistir e o Corínthians do meu cunhado Claúdio decepcionava.

O vôlei, sim, foi show. A geração-Murilo (melhor do torneio), Vissoto e outros só deu alegria. Engoliu Cuba num clássico 3 a 0. Cuba virou cubinha diante da nossa eficiência. Festa em quadra, na casa da Cleide e para toda a família. 19h30 e estávamos saindo para a viagem de volta. Um belo dia de festas e comunhão familiar. Quando será a próxima?

sábado, 9 de outubro de 2010

Sacis e novas leituras

"A luta contra o erro tipográfico tem algo de homérico. Durante a revisão os erros se escondem, fazem-se positivamente invisíveis. Mas, assim que o livro sai, tornam-se visibilíssimos, verdadeiros sacis a nos botar a língua em todas as páginas. Trata-se de um mistério que a ciência ainda não conseguiu decifrar".
Monteiro Lobato

Por mais de uma década, mensalmente, eu frequentei o prédio da Imprensa Oficial do Estado (Imesp), na Moóca, em São Paulo. Cumpria a missão de fazer a revisão ou o acompanhamento gráfico nos fechamentos do Jornal da Unicamp. Hoje, para sorte do Álvaro Kassab, editor do jornal e de outros da equipe, o trabalho é bem mais tranquilo, sem a necessidade dos deslocamentos. A tecnologia evoluiu e ajudou muito.

O texto que abre este post, atribuído a Monteiro Lobato, ficava em lugar de destaque na Imesp naqueles anos todos. A preocupação com os sacis - ou deixar passar algum erro tipográfico - era constante. Quando menos se esperava lá estava o saci no meio do texto, quando não alguns sacis.

Há 72 anos o livro Annaes da 1ª Igreja Presbiteriana de S. Paulo (1863-1903) - Subsídios para a história do Presbyterianismo brasileiro, citado neste blog, também teve seu saci. Na edição que tenho consultado, de 1938, há uma errata colada em uma tira de papel vermelho à página 455. Diz: "Attenção: a linha 15ª da pag. 454 deve ser a ultima da mesma pag." Realmente a tal 15ª linha estava em lugar errado. Como naquela época o livro deve ter sido feito linha a linha - não sei se já na era das linotipos -, na montagm a linha foi parar em lugar errado. Na linguagem gráfica se dá o nome de empastelamento para esta falha. Um saci de 72 anos...

Ao assinar a dedicatória do mesmo livro, atualizado, na semana passada, o reverendo Alderi Souza de Matos, alertou para um saci (erro) na edição de 2010. No segundo capítulo do livro, "F. J. C. Schneider" (página 21), a data 1885 estava errada logo na primeira linha. Era, na realidade, 1855, pois citava a visita do reverendo Fletcher a São Paulo entre 1855 e 1863 (e não 1885).

Os sacis não escolhem períodos. Estão sempre a saltitar...

Protestantes em confronto
Paralelamente aos Anais da 1ª Igreja Presbiteriana..., comecei a ler hoje Protestantes em confronto. Conservadores e liberais na época de Vargas (1930-1945). O livro do reverendo Éber Ferreira Silveira Lima é de 2005 mas eu e a Sueli o ganhamos dias atrás da Janete Araújo, que o estuda em sua aulas no CTM Sudeste, por indicação do licenciado João Paulo). O foco do pastor Éber é para a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil no período estudado. O reverendo Gerson Correia de Lacerda, que apresenta o livro, escreveu: "O grupo de pastores que organizou a IPI do Brasil em 1903 tinha suas diferenças internas. A análise dessa realidade é muito útil para se compreender melhor a denominação e sua evolução histórica".

PÉ DE BLOG...
Por curiosidade fiz uma busca em estantevirtual.com.br. Annaes da 1ª Igreja Presbiteriana de S. Paulo tem um único exemplar disponível em sebos (dica do pastor Alderi na semana passada). Custa 100 reais.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Atualizando a história do Presbiterianismo


Como planejei, ontem estive em São Paulo com a minha esposa Sueli, para o lançamento do livro Anais da 1ª Igreja Presbiteriana de São Paulo [1863-1903] - Subsídios para a história do presbiterianismo brasileiro. No salão social da Primeira IPI de São Paulo, mais conhecida como a Catedral Evangélica, na rua Nestor Pestana, o reverendo Valdinei Aparecido Ferreira dirigiu uma solenidade curta mas bem objetiva. O reverendo Alderi Souza de Matos, que fez a revisão do livro publicado em 1938, falou por cerca de 10 minutos. Basicamente descreveu o processo da recriação da obra, destacando as virtudes de seu autor, o reverendo Vicente Themudo Lessa. Relembrou que o autor, que viria a falecer um ano depois do livro, em 1939, viajou por 700 cidades atrás de informações. Lembrou que o livro amplia os 40 anos de história da Catedral Evangélica, com informações do Presbiterianismo no Brasil e históricos de outras denominações à época. Lessa é considerado o primeiro historiador do presbiterianismo no Brasil.

O relançamento do livro contou com presenças e falas do reverendo Leonildo Silveira, que abordou o lado sociológico do livro e de Cláudio Marra, da Editora Cultura Cristã, que publica a obra remodelada. Após todos participaram de um coquetel.

Registro no relançamento as presenças dos amigos Daltro Izídio dos Santos e sua esposa Roseli e a Isva Xavier. Senti falta da Marina, do Darnei e do Dioraci, entre outros. Meu filho fez uma observação importante: fotografou o evento e não se fotografou nele. Falha minha...

O LIVRO - Como prometi, breve - mas não tão breve - retorno a este tema, comparando o livro de 1938 ao de 2010. Não sou nenhum historiador para fazer isso, mas um jornalista que gosta da História. Detalhe importante: o novo livro tem 623 páginas e 116 capítulos.

Veja mais fotos do lançamento

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Annaes e Anais da 1ª Igreja Presbiteriana de S. Paulo


Em 1938, o reverendo Vicente Themudo Lessa lançou o livro Annaes da 1ª Igreja Presbiteriana de S. Paulo (1863-1903) - Subsídios para a história do Presbyterianismo brasileiro. Nesta quarta-feira, 6 de outubro de 2010, às 20 horas, o livro terá uma nova roupagem, com o lançamento da segunda edição de Anais da 1ª Igreja Presbiteriana de São Paulo [1863-1903]. Conforme o boletim de 3 de outubro de 2010, da Catedral Evangélica de São Paulo, a Primeira IPI, a nova edição passou por revisão e atualização ortográfica, inclusão de Sumário e índice remissivo. Estes itens foram executados pelo reverendo Alderi Souza de Matos, historiador da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). O boletim informa ainda que os reverendos Alderi e Leonildo Silveira falarão sobre a obra no relançamento, marcado para o salão social da Catedral.

Mais sobre o livro da Editora Cultura Cristã.

Estou curioso para conhecer a nova publicação. Sendo possível estarei na Catedral nesta quarta. Gosto muita da história da igreja e do Presbiterianismo em especial.

Quando li no Portal da IPI sobre a atualização do livro, lembrei-me que por algumas vezes pude consultar dados históricos no livro de 1938. Sim, o original. Ela fez parte da biblioteca da Primeira IPI de Campinas, minha igreja. Esta biblioteca hoje está emprestada ao Centro de Treinamento Missionário Sudeste, que funciona na Primeira de Campinas.

Sabendo disso pedi a uma aluna do CTM, a Janete Araújo, da Primeira IPI de Belo Horizonte e que hospedamos em casa neste 2010, para que requisitasse o livro na biblioteca do CTM. Hoje ela me trouxe o livro, certamente um dos poucos que ainda existe em bibliotecas Brasil afora.

O livro está perfeito apesar dos 72 anos de sua publicação. Além do carimbo da "Igreja Presbiteriana Independente Central de Campinas", hoje Primeira IPI, traz uma dedicatória: "Lembrança da Escola Dominical ao (sic) congressista Anésia Nogueira. S. Paulo, 23 de junho de 1946". Anésia era a mãe (já faleceu) do amigos Paulo Nogueira Andrade Goodoi e esposa do seu Dario, também de saudosa memória. A dona Anésia em 1946 provavelmente era solteira - tiro esta dúvida com o Paulo nos próximos dias. E certamente foi o paulo Godoi quem doou (ou emprestou) o livro à biblioteca. Há um carimbo dele logo após a dedicatória à sua mãe.

Quando tiver o livro de 2010 volto a comentar o assunto aqui. E posso comparar com o de 1938. Aguarde.

Acima, fotos da dedicatória, as capas dos livros de 1938 e de 2010. Perceba que a foto é a mesma

sábado, 2 de outubro de 2010

Em campo a Ponte continua a mesma

Reproduzi no último post que a a minha querida Ponte Preta está se arrumando fora de campo. Dentro, entretanto, repete a campanha de início de primeiro turno: a irregularidade. Mesmo assim, pela boa recuperação pós-Copa do Mundo, conseguiu entrar no G-4. Ontem mostrou que está longe do ideal e mais longe na busca do retorno à Série A em 2011. Foi parar no sexto lugar com 41 pontos, quatro atrás do quarto colocado. Ou seja, precisa de pelo menos cinco - e que seus adversários diretos não ganhem pontos - para tomar assento novamente no G-4. Veja classificação no G1

Hoje restam 12 jogos para a Série B terminar: 36 pontos em disputa. Eu ainda tenho esperança que acabe 2010 lá no topo. Mas confesso que o time, mesmo com a boa recuperação, tem muitos pontos negativos.

Até o goleiro Eduardo Martini, o mais regular de todos, falhou na derrota de 4 a 2 para o Figueirense, em Santa Catarina. Goleiro tem que chutar de bico mesmo, Categoria só poucos como o Rogério Ceni. Martini quis sair jogando. Deu no que deu, Não foi o único culpado pela derrota fora de casa.

Eu costumava dizer que a Ponte na série B tinha apenas um grande jogador, justamente seu goleiro. A falha de ontem não muda minha opinião. Hoje eu diria que a Ponte tem um bom goleiro e o Ivo. Os demais estão bem abaixo. Nem os muitos gols que a dupla Wilian-Reis fez até agora me garante que eles são a salvação. Ajudaram mas não resolveram. Se fossem mais eficientes seriam artilheiros da Série B e a Ponte estaria no topo. Não são.

Ainda cito o Moacir, que entra bem em alguns jogos. Já entrou em melhores condições em partidas que vi no Majestoso. Mesmo gostando da evolução do Ivo, acho que é muito irregular. Some em campo muitas vezes. A Ponte de hoje tem muita gente no meio de campo e poucos que decidem. O torcedor vai precisar cuidar mais do coração. Eu vou conferir como está o meu nos próximos dias...

Detalhe
Este blog não é de esporte. Tem até quiabo

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Ponte Preta vai se arrumando


Hoje eu recebi um e-mail do amigo e pontepretano Mario Sergio Tognolo. Ele diz:

"Num universo futebolístico como o nosso, um time que respeita o direito dos trabalhadores tem que ser exaltado. Ponte Preta, primeiro time do Brasil, sempre ressurge, jamais acaba. Sem nenhuma ajuda de governos, do imoral Clube dos Treze, emissoras de televisão - geralmente contra todos esses - e apenas com sua fanática torcida, a maior do interior do mundo!!!Por isso e muito mais dá orgulho ser pontepretano".

Para ilustrar, o Mario anexou a reportagem abaixo:

PLANO DE ADMINISTRAÇÃO DAS DÍVIDAS
TRABALHISTAS DA PONTE PRETA É
PRORROGADO POR MAIS TRÊS ANOS


Medida original começou em 2007 e já possibilitou a
quitação de R$ 25 milhões dos R$ 31 milhões devidos à época
Por Luiz Manoel Guimarães

A 1ª Vara do Trabalho (VT) de Campinas prorrogou por mais três anos o plano de administração implantado em 2007 para a solução dos processos em fase de execução que tramitavam à época nas VTs da cidade e que têm como executada a Associação Atlética Ponte Preta. Originalmente, o plano tinha duração prevista de três anos, mas será prorrogado até julho de 2013, para a quitação das dívidas ainda pendentes.

Do total de 359 execuções trabalhistas que existiam contra o clube ao ser implantada a medida, 295 já foram solucionadas (82%), com quase R$ 25 milhões pagos a atletas e outros trabalhadores. Dos 64 processos ainda pendentes, 18 já estão sendo liquidados de forma parcelada, conforme acordos celebrados pela Ponte com os credores. A dívida restante é de aproximadamente R$ 6 milhões. As informações constam de um laudo contábil elaborado por um perito, por determinação da 1ª VT.

Depósito mensal
O plano original foi implantado em maio de 2007 após muitas iniciativas fracassadas no sentido de executar os processos em que a Ponte Preta figurava como devedor, incluindo sucessivas tentativas de bloqueio de contas bancárias de titularidade do clube. A penhora da bilheteria dos jogos e dos créditos da Ponte na Federação Paulista de Futebol e na Confederação Brasileira de Futebol foi descartada, porque poderia “resultar na absoluta insolvência da entidade, que tem naturais dificuldades em se manter, pagando os salários dos atuais empregados”, conforme despachou, à época, a juíza trabalhista Ana Paula Alvarenga Martins.

A magistrada determinou, então, a penhora do próprio empreendimento Ponte Preta – com o bloqueio de toda a movimentação do caixa do clube – e a implantação do plano administrativo. Foi feito um levantamento de cada um dos processos em tramitação no Fórum Trabalhista de Campinas em que a Ponte fosse devedora, incluindo todas as penhoras já feitas. As execuções trabalhistas em andamento contra o clube no Fórum foram reunidas na 1ª VT.

O plano incluiu também a previsão de arrecadação de receitas do clube até 2010 e uma proposta de pagamento parcelado dos débitos trabalhistas, com prioridade para as dívidas de menor valor, e previsão de prazo maior para a quitação dos valores mais elevados. Além disso, a Ponte teve de propor um valor a ser depositado mensalmente à disposição da Justiça do Trabalho, para a distribuição entre os credores. Foi nomeado um administrador do plano, com a responsabilidade de apresentar, todo dia dez de cada mês, um relatório das atividades concretizadas, para análise do juízo da 1ª VT, do perito nomeado pelo juízo e dos credores.

Segundo as regras que vão vigorar até 2013, a Ponte deverá depositar à disposição da 1ª VT pelo menos R$ 70 mil por mês, que serão distribuídos de maneira proporcional aos credores, com prioridade para os créditos de menor valor, os de tramitação preferencial e os mais antigos.

Além da solução de mais de 80% dos processos de execução que tramitavam contra o clube nas VTs de Campinas, o plano possibilitou também o pagamento de dívidas da Ponte existentes em ações da Justiça Comum e de outros débitos.
(28/09)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

VOTE NINGUÉM 3003

Às vésperas de eleição este jingle (dica do meu filho Felício) é o maior sucesso. Quase 100 mil views. VOTE NINGUÉM 3003

Só para descontrair porque voto é sério.


domingo, 26 de setembro de 2010

Pacóla banguela...


O jornalista - e há alguns anos advogado - José Francisco Pacóla foi setorista de Ponte Preta do Diário do Povo. Recém-formado e correspondente do jornal A Gazeta Esportiva em Mogi Mirim, veio a ocupar o meu lugar no jornal, quando fui promovido a subeditor. Toda a equipe de esportes se reuniu num café na rua Barão de Jaguara para aprovar o novo colega. Pacóla havia sido indicado por outro jornalista, Brasil de Oliveira, como ele de Mogi Mirim. O 'Brasa', enciclopédia do futebol, fez questão de participar da reunião. Brasil de Oliveira morreria alguns bons anos depois, deixando um vazio na sucursal de O Estado de S. Paulo em Campinas e no futebol. Era referência nacional.

No dia 14 eu revi o Pacóla no Giovanetti do Cambuí. Sentado em uma mesa diante de uma longa fila de amigos ele autografava O Teclado Banguela, livro em que reuniu crônicas do tempo que deu férias ao jornalismo.

Comprei o livro e fiquei algum tempo próximo da mesa de autógrafos, conversando com outros amigos dos tempos de Diário, Élcio Paiola, o Bozó e Paulo Cesar Nascimento. A fila não diminuía. Como tinha um compromisso logo em seguida, dei um abraço no jornalista-advogado e fui embora. Sem a dedicatória no livro. Semana passada recebi um e-mail de agradecimehnto do 'José Francisco', prometendo o autógrafo que não me dera. Algum dia ele assina, respondi.

Ontem terminei de ler O Teclado Banguela. Gostei muito. Pacóla fala pouco do futebol - não se esqueceu do Brasa e do seu Mogi Mirim, o time. Mas fala muito de fatos do dia, transformados em gostosos textos. Como só o Pacolinha sabe descrever.

Valeu Pacóla!

Saiba mais sobre o livro

Detalhe
Embora o professor de português do Pacola diga que Mogi Mirim se escreve Mojimirim, gosto mais da forma antiga. Como está na página do time de futebol do Pacóla e do Wilson Barros (seu ex-presidente, citado no livro quando de sua morte).

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Vídeos e fotos do porco no rolete


A gripe que se transformou em sinusite, confirmada hoje, não deixou que eu fizesse vídeos e foto em Borda da Mata ontem. Ai vão em homenagem à prima Rutinha - se não souber do que se trata veja posts anteriores. Veja mais fotos no Orkut.
ROBERTO




domingo, 19 de setembro de 2010

Montanhas de Minas...

A tosse insistia em não passar, apesar de toda a medicação para que ela fosse embora. Nessa situação deixei Campinas ontem à tarde após a chegada da minha querida esposa Sueli no meio da manhã - 4 da madrugada em Cumbica, vinda de Paris. Rumamos para Borda da Mata: eu, Su e os filhos Felício e Fabíola.

Antes do sol se por já estávamos na terrinha-mãe. Encontramos primos, primas, tias e tios. Muita alegria em um sítio que a prima Rutinha - lembram da sessentona? - arrumou para comemorar suas seis décadas. Lá nos Paredes, perto do Espraiado, nem celular pega. Em compensação tem estrela para qualquer lado que se olhe do céu. Nem dá para contar...

Comi à noite, entre tanta comida boa, picanha assada em uma caixa de tv de papelão pelo primo Dedé. Menos de uma hora e a delícia fazia a alegria de muitos. A começar pelo Dedé, filho do falecido primo Zezé e da (viva) Rosangela e sobrinho da Rutinha. Ainda não vi o Dedé hoje, domingo. Mas já soube que o porco que ele temperou ontem à noite foi colocado no rolete às 5 da manhã. Pela previsão dele às 14 horas a carne fica no ponto. Logo mais vou pros Paredes ver se previsão se confirma. E se ficou boa. E confirmar se Paredes se escreve mesmo como está aí atrás.

No hotel que estamos, o Vilage, o café da manhã foi com pão de queijo quentinho, queijo Minas e o café propriamente dito pra lá de bom. À mesa, farta com frutas, bolos, sucos e outras delícias de Minas, eu, Sueli e meu pai Marcílio. Não dava para ignorar as lindas montanhas de Minas e da Borda à nossa volta. Eu já fiz foto há alguns anos desta paisagem e resolvi repeti-la para ilustrar este texto. Digno de cartão postal. Confira se estou falando a verdade. A foto valepelo post...
Roberto Costa, de Minas e suas montanhas

Antes da foto agradeço algumas dezenas de amigos que passaram pelo post anterior


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A gripe, o coração e a viagem dos 60


Quando a gripe te ataca, aiai... É o meu caso hoje. A 'bichinha' resolveu me visitar. Já vinha dando avisos desde segunda-feira. Ontem ela me tomou. Fui parar no pronto socorro do Vera Cruz com mal-estar, catarro, tosse seca e outras coisinhas que todo gripado conhece. Ainda mais nestes tempos de baixa umidade. A companhia da filha Fabíola minimizou as preocupações.

Por sorte fui bem medicado e até consigo dar forma a este post. Fiquei o dia em casa, tomando remédios. De vez em quando a tosse chegava e não parava mais. A sopa que a dona Vânia, vizinha da laje de baixo, me trouxe no começo da noite, deu ânimo. Deliciosa.

Recuperar a boa saúde é um dos motivos de minha dedicação. O médico disse que isso pode durar de 5 a 10 dias. Há outros motivos. Um é a chegada da minha querida esposa Sueli neste sábado. Ela passou os últimos 15 dias por Roma, países da Terra Santa e Paris. Neste momento voa pela Alitália de volta ao seu país - ao nosso. Feliz da vida por ter realizado o sonho desta viagem. Certamente sua fé terá se reforçado ao andar e pisar por onde Jesus andou. E eu posso revê-la, enfim.

Usei algumas mídias sociais nestes dias para expressar meu amor pela Sueli. Inúmeras vezes postei a palavra 'coração' para me referir a ela no Orkut, no Twitter, no Face e no MSN. Meu amor está voltando. Meu coração bate mais forte. Muita saudade. Amanhã nos revemos.

Reencontro feito, nova missão que a saúde melhorada pode concretizar. Viajar para Borda da Mata (minha terra) e ali comemorar os 60 anos da prima Rutinha, que tem a mesma idade da minha irmã Cleide (entreguei). Muita festa por lá no domingo (começa amanhã) e um porco no rolete no domingo. Alegria total, junto com muitos familiares. Se possível com gripe controlada e coração do lado.

Segunda-feira tudo volta ao normal. Espero que a saúde também. Ai é outra história. Conto depois..

2010, 55 anos

Resolvi atualizar este blog. Faz tempo que estava parado. Os 52 (anos) de então hoje são 55.

Vou escrever pouco. Afinal, quase ninguém sabe deste blog e a gripe me pegou de jeito. No momento estou lendo "O teclado banguela" do amigo jornalista-e-advogado Jose Francisco Pacola. Espero terminar logo. Estou gostando. Breve falo mais do livro e do Roberto Costa aqui.
Fui...